A azaleia, com sua simplicidade encantadora e suas cores vibrantes, é uma flor que carrega consigo memórias preciosas. Cada pétala parece contar uma história, cada tom de rosa ou vermelho evoca lembranças de um tempo em que a vida era mais tranquila e a felicidade estava presente em cada canto do nosso quintal.
Lembro-me das manhãs ensolaradas, quando a família se reunia no pátio, cercada por azaleias em plena floração. O aroma suave das flores misturava-se com o riso das crianças e o murmúrio das conversas dos adultos. Era um tempo em que a simplicidade da vida era valorizada, e a presença uns dos outros era o maior tesouro que possuíamos.
As azaleias, com sua beleza singela, eram testemunhas silenciosas desses momentos de união e alegria. Elas floresciam em abundância, como se quisessem participar da nossa felicidade, colorindo o ambiente com suas cores vivas e trazendo um toque de magia ao nosso cotidiano.
Hoje, ao olhar para uma azaleia, sou transportada de volta a esses dias dourados. A flor, com sua cor vibrante, é um lembrete constante de que a verdadeira beleza está nas coisas simples da vida. Ela me faz recordar das tardes preguiçosas passadas sob a sombra das árvores, das histórias contadas ao redor da mesa e do calor humano que nos envolvia.
A azaleia é mais do que uma flor; é um símbolo de amor, de família e de momentos inesquecíveis. Ela nos ensina a valorizar o presente e a guardar com carinho as memórias do passado. Cada vez que vejo uma azaleia, sinto uma onda de nostalgia e gratidão, lembrando-me de que fomos felizes e sabíamos disso.
Homenagem ao meu pai Esmeraldo Fonseca Filho e a minha doce flor e mãe Eloisa Ribeiro. Fonseca
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