terça-feira, 10 de setembro de 2024

Rosa, não Camélias

 

Uma vez presentei minha mãe com um pé de rosas brancas e o que não sabia é que eram camélias. Foi uma risada, mas sabia que a minha mãe teria flores por um grande tempo. Infelizmente, ela completou o seu ciclo de vida e hoje me vejo olhando as camélias e lembrando que muito alegraram a ela e hoje me alegram.

 

Cada vez que vejo as camélias florescendo, sinto como se minha mãe estivesse presente, sorrindo para mim. As pétalas brancas e delicadas me trazem uma paz indescritível, como se fossem um abraço carinhoso dela. Essas flores se tornaram um símbolo do nosso amor e das memórias que compartilhamos.

 

Lembro-me das tardes que passávamos juntas no jardim, ela cuidando das plantas e conversando comigo sobre a vida. As camélias eram sempre o destaque na frente da nossa casa, com sua beleza serena e elegante. 

 

Agora, cada flor que desabrocha é um lembrete de que o amor de uma mãe nunca morre. Ele floresce em nossos corações, assim como as camélias no jardim. E mesmo que ela não esteja mais fisicamente presente, sinto sua presença em cada pétala, em cada fragrância suave que o vento traz.

 

As camélias não são apenas flores para mim; são um legado de amor, cuidado e lembranças preciosas. Elas me ensinam a valorizar os momentos simples e a encontrar alegria nas pequenas coisas da vida. E assim, enquanto as camélias continuarem a florescer, o amor da minha mãe continuará a viver em mim.


Homenagem a minha mãe querida Eloisa Ribeiro Fonseca. Saudades e muito amor. 

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